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Aqui Kardec faz uma abordagem sobre algumas respostas dos Espíritos a respeito de algumas questões básicas, pertinentes naquele momento. O propósito era demonstrar ao público a clareza, a profundidade e a exatidão dessas respostas, creio. Tomo, desse capítulo, alguns pontos:
- O Espírito é alguma coisa, que ainda não podemos compreender de completo. Nos falta, ainda, a capacidade de depreender que um ser possa se manifestar sem uma aparência visual ou sem os efeitos que atingem nossos sentidos materiais. Contudo, já compreendemos que o Espírito é a essência, o ser real que, para interagir com a matéria, precisa de um intermediário, chamado de perispírito.
- O Espírito liberto da matéria não encontra nela nenhum obstáculo nem influência, isto é, pode atravessar objetos e até mesmo o fogo, sem nada sofrer.
- Apenas os Espíritos inferiores se ocupam de ruídos, movimentos de objetos, etc. Contudo, os Espíritos superiores por vezes se utilizam desses espíritos para atingir um fim útil, como chamar a atenção. Este é um ponto que vai se firmar e se definir claramente em O Livro dos Médiuns, mais à frente.
- A prova de que um conteúdo vem dos Espíritos, e não apenas da mente do médium ou dos demais presentes, está em que, em grande parte das vezes, o conteúdo transmitido vai contra o pensamento dos encarnados reunidos.
- Todos os Espíritos são capazes de dar manifestações inteligentes.
- Nem todos os Espíritos estão aptos a compreender as perguntas que se lhes fazem, o que, contudo, não os impede de a elas responderem. Disto parte a necessidade de sempre buscar julgar os conteúdos espirituais sob a luz da razão e da concordância.
Além disso, surgiu a grande questão: poderia o próprio Deus entrar em contato diretamente conosco? Bem, nos baseando na forma como o próprio Kardec se expressava, que consideramos bastante justa e ponderada, não temos a consideração de dizer se Deus, ou mesmo Jesus, que é um Espírito de altíssima hierarquia, podem ou não realizar milagres ou tomar ações diretamente. O que o Espiritismo faz é mostrar que existem explicações racionais e mesmo bastante naturais para os fatos ditos milagrosos, deles não se ocupando além disso.
Minha consideração: Deus é Deus, e poderia fazer de tudo; contudo deixa à sua obra e às suas criaturas as tarefas necessárias à sua própria evolução, assim como um bom pai permite que o filho se encarregue ele mesmo de explorar um brinquedo ou de desenvolver uma tarefa em conjunto com outras criancinhas. Aliás, Jesus é justamente o maior exemplo disso, não como uma criancinha, mas como o filho mais velho, que já aprendeu muito, e que vem, em nome do Pai, ensinar aos outros irmãos.
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